
doi: 10.47249/rba2025839
O artigo apresenta, a partir do mapeamento e catalogação de livros de literatura infantil e juvenil, o crescimento de temas relacionados às culturas africanas, afro-brasileiras e indígenas na recente produção editorial brasileira, impulsionado pela Lei nº 10.639/03. Adota, como referencial teórico, conceitos de Roger Chartier (1990, 2014) para analisar essa produção como objeto fabricado, prestando atenção à sua materialidade, bem como dialoga com o pensamento decolonial (SANTOS, 2022), numa perspectiva crítica à produção etnocêntrica de conhecimento. Concluímos que essa literatura insurgente revela um potencial de opções pedagógicas decoloniais, o que nos leva a repensar a história, os currículos e as práticas enraizadas em matrizes de pensamento euro-ocidental, em busca da superação do racismo epistêmico na cultura escolar.
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