
O artigo trata das representações dos integrantes de grupos de extrema-direita responsáveis por atentados terroristas quando do processo de distensão da ditadura civil-militar, no final da década de 1970 e começo da seguinte. Em geral, havia uma intersecção entre os integrantes de tais grupos e os membros da comunidade de informação e segurança do regime. Conforme a historiografia, tais setores temiam perder espaços de poder e sofrer punições com a flexibilização da ditadura. Não obstante, existiam grupos terroristas com a participação de civis ou composto apenas por civis, como no caso do Movimento Anticomunista (MAC), atuante em Fortaleza no ano de 1980. Entendemos que também se deva levar em consideração as representações dos extremistas para compreender a onda de atentados. Mesclando elementos de um anticomunismo tradicional, moldado especialmente a partir do Levante Comunista de 1935, e pressupostos da Doutrina de Segurança Nacional (DSN) e Doutrina de Guerra Revolucionária (DGR), os extremistas acreditavam que a distensão do regime criava condições para a ação dos comunistas e a implantação de um governo marxista no Brasil. O trabalho usa como fontes os escritos produzidos pelos grupos extremistas à época.
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