
A escrita é sempre inacabada por estar sempre produzindo novas relações de multiplicidades e por ser detentora de um enunciado que fala por si. Ela é impessoal por ter a capacidade de criar artifícios para se conjugar novos enunciados, cujo centro não é o indivíduo, mas, todas as relações de agenciamentos que existem em torno dele e de outros agentes, relações homem e natureza, homem e tempo, homem e objeto. Essa é a ideia de desterritorialização da escrita definida pelos filósofos franceses Gilles Deleuze (1925-1995) e Félix Guattari (1930-1992). O presente artigo tem como objetivo indagar em que medida a escrita literária pode ser compreendida como um caso de devir. Em cotejo à análise do conceito de devir e em como a literatura é atravessada por esse pensamento filosófico, iremos discutir a obra Moby Dick (1851) do escritor estadunidense Herman Melville (1819-1891), exemplo amplamente utilizado pelos próprios autores em livros como Mil Platôs – Devir-intenso, Devir-animal, Devir-imperceptível (2012) e Crítica e Clínica (2011). O artigo parte de uma investigação de cunho bibliográfico e se apoia no estruturalismo como recurso metodológico.
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