
doi: 10.31447/202210
Este ensaio reflete sobre o policiamento contraterrorismo em Portugal, prestando atenção à sua vertente preventiva, que atua por antecipação, visando neutralizar as ameaças antes de estas se concretizarem. Neste âmbito, assume especial importância a vigilância dos posicionamentos pessoais que desafiam os limites aceitáveis da identidade e da cidadania e que, precisamente por isso, são apelidados de “radicais”. Assente numa pesquisa empírica realizada junto de uma unidade policial contraterrorismo, o ensaio propõe-se apreciar esta vertente da investigação criminal como um trabalho de natureza semiótica, marcado por interpretações e inferências falíveis, tecidas em torno de sinais e funções da pessoalidade. Trata-se de uma dimensão do policiamento que se combina com uma cultura securitária de dimensão europeia que se tem vindo a consolidar ao longo dos últimos vinte anos, apesar da considerável insignificância das ocorrências registadas.
Análise Social, Vol. 59 N.º 253 (2024)
Contraterrorismo, policiamento, Portugal, União Europeia, pessoalidade, semiótica
Contraterrorismo, policiamento, Portugal, União Europeia, pessoalidade, semiótica
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