
Comer fora de casa é uma prática recorrente na história do Brasil, que remonta ao período colonial e vai até os dias atuais. Nas mais diversas localidades e períodos históricos, a comida de rua foi uma fonte de renda para classes e grupos sociais marginalizados. Na miríade de significados não se conjugam apenas aspectos econômicos, pois o comércio informal favoreceu o estreitamento dos elos sociais, o encontro das pessoas nos centros urbanos. Somados à sociabilidade, essa prática é caracterizada por um diálogo imanente entre o tradicional e o moderno, além de representar um vínculo entre o local e o global. Num movimento pendular,é justamente a partir do local que tentamos estabelecer algumas ilações sobre o fulcro de sociabilidade da comida de rua. Em Uberlândia, entre a Praça Tubal Vilela, no centro da cidade, e os prédios históricos do Bairro Fundinho, entrevistamos um sorveteiro, um pipoqueiro, um vendedor de cachorro-quente e um antigo proprietário de uma rede de carrinhos de cachorro-quente. Por meio das narrativas singulares e memórias deslocadas no tempo e espaço,apontamos alguns indícios históricos e sociais sobre a comida de rua na cidade.
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