
O presente estudo analisa a remuneração do jornalismo pelas plataformas digitais, tema que ganhou relevância diante da crescente concentração do mercado de mídia e da dependência da produção noticiosa em relação aos ambientes digitais. A partir de uma revisão bibliográfica sistemática, o trabalho investiga experiências internacionais, como o Código de Barganha australiano e a Diretiva Europeia de Direitos Autorais, e as compara com o debate normativo em curso no Brasil. Os resultados evidenciam que, embora haja consenso sobre a necessidade de equilibrar a assimetria de poder entre plataformas e veículos de comunicação, persistem controvérsias acerca de quem deve receber, como se deve calcular o valor da remuneração e quais critérios de elegibilidade devem ser adotados. Identifica-se também que modelos híbridos, que combinam mecanismos de negociação coletiva e fundos setoriais, podem oferecer soluções mais equilibradas, especialmente para garantir sustentabilidade econômica ao jornalismo local e investigativo. A pesquisa contribui, portanto, para o debate acadêmico e para a formulação de políticas públicas voltadas à regulação digital e à proteção da atividade jornalística como bem público.
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