publication . Article . 2020

A inovação arquitetónica nos Ateliers de Lisboa e Oeiras, entre 1867 a 1912

António Francisco Cota;
Open Access Portuguese
  • Published: 30 Jan 2020
  • Publisher: Ponte Editora
  • Country: Portugal
Abstract
No final do século XIX e início do XX foram construídos em Lisboa e Oeiras ateliers para trabalho, mas também para exposição e convívio. Estes foram construídos de acordo com novos conceitos espaciais apoiados no desenvolvimento das técnicas construtivas, realçados pelo controlo da luz natural. Inicialmente o ecletismo definiu arquitetonicamente estes espaços, contudo à medida que o século chegou ao fim, os projectistas portugueses conciliaram de forma inovadora referências da sua cultura com as novas correntes estéticas internacionais. Estes ateliers enriquecem a arquitetura portuguesa deste período, além de trazerem novas reflexões em torno de quem lá trabalho...
Persistent Identifiers
Subjects
free text keywords: Machado, Álvaro Augusto, 1874-1944, Terra, Miguel Ventura, 1866-1919, Norte Júnior, Manuel Joaquim, 1872-1962, Holstein, Maria Luísa de Sousa, 1841-1909, Malhoa, José, 1855-1933, Pinto, José António Jorge, Bigaglia, Nicola, 1841-1908, Arte Nova, Azulejaria, Palácio Nacional da Ajuda (Lisboa, Portugal), Maria Pia de Saboia, Rainha de Portugal, 1847-1911, Castro, Rafael da Silva, Auxiliary sciences of history, C, History (General), D1-2009
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2 O interior foi fotografado por Francesco Rocchini nos finais do século XIX, cujos negativos pertencem ao Arquivo Municipal de Lisboa - Arquivo Fotográfico e as cotas são as seguintes: ROC000062, ROC000063, ROC000064 ROC000065 e ROC000066. Também há uma fotografia da Duquesa e da autoria do fotógrafo Paulo Guedes (1886-1947), pertencente à mesma instituição, com a cota PAG000753.

3 Francesco Rocchini nasceu por volta de 1821 na freguesia de São Miguel da cidade de Monteleone, na altura pertencente ao Reino de Nápoles, e hoje Vibo Valentia. Era filho de Saverio Rocchini e de Francesca Paola. Veio para Lisboa, tornou-se fotógrafo e casou no dia 11 de outubro de 1851 na freguesia da Lapa de Lisboa com a portuguesa Hipólita Carolina Nunes (viúva de Hilário José da Costa), onde eram moradores. O fotógrafo morreu já viúvo na Travessa de Água Flor n.º 1 no dia 4 de dezembro de 1893, na freguesia da Encarnação da mesma cidade, fez testamento e não deixou filhos.

4 Sobre a fotografia no século XIX ver a obra desenvolvida pelo arquiteto Nuno Borges de Araújo (Araújo, 2017a: 55-88) (Araújo, 2017b: 4-31) (Araújo, 2011: 87-108).

5 Era natural de Tomar, onde foi exposto na roda da Santa Casa da Misericórdia e batizado na Real Igreja da Colegiada de São João Batista. Casou no dia de 25 de novembro de 1863 na freguesia de Santos-o-Velho de Lisboa com Mariana Augusta, de 22 anos, natural da freguesia de São Lourenço de Azeitão, filha de João Rolim e de Antónia Maria José.

8 O proprietário era Guilherme Pires da Silva e apresentou, na Câmara Municipal de Lisboa, um pedido para ampliação do edifício no dia 11 de maio de 1883. No dia de 3 de novembro de 1884 pediu prorrogação por mais 6 meses para a sua ifnalização. O procurador foi provavelmente o arquiteto José António Gaspar (1842-1909).

9 Os pedidos entregues na Câmara Municipal de Lisboa foram os seguintes: construção do barracão para as obras 25 de fevereiro de 1904; construção do muro de vedação e suporte 15 de março de 1904; construção do edifício 15 de novembro de 1904; aprovação 9 de janeiro de 1905; prorrogação por mais 12 meses 11 de janeiro de 1906; modificações 28 de maio de 1906; numeração de portas 4 de setembro de 1906; projeto de alterações na cave e construção de um quarto para criado 26 de setembro de 1907.

22 Nesta investigação apresentamos novos dados biográficos de Rafael da Silva Castro e que nasceu por volta de 1832 em Lisboa e era filho de Joaquim Lopes de Castro da Silva e de Maria da Piedade. Casou na freguesia das Mercês a 20 de fevereiro de 1860 com Maria do Carmo Cordeiro, os quais tiveram os seguintes filhos: Maria nasceu na freguesia de São Mamede 27.02.1862 e morreu na dos Anjos 13.08.1939; Maria nasceu na de São Mamede 25.10.1863; Rafael da Silva Castro Júnior nasceu na de São Mamede 06.11.1865 e morreu na de Santa Isabel 18.02.1952 (casou na freguesia da Lapa 29.03.1890 com Emília Henriqueta Serrano) e António nasceu na de São Mamede 25.07.1867 e morreu na dos Anjos 16.09.1937. O arquiteto Rafael da Silva Castro faleceu na freguesia de Santa Isabel no dia 8 de outubro de 1892 à 1h na Rua São João dos Bem casados n.º 50 1.º andar. Todas as freguesias mencionadas pertencem ao concelho da cidade de Lisboa.

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