
Este artigo examina as obras laureadas pelo Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, distribuído anualmente entre 1958 e 1962 pela Galeria de Arte das Folhas, sediada em São Paulo. Financiados pelo industrial Isaí Leirner, os prêmios contemplavam as quatro categorias tradicionais da arte (pintura, escultura, desenho e gravura) e tinham caráter aquisitivo. Grande parte do conjunto é constituída por trabalhos abstratos de vertente não geométrica, mas há também um número considerável de trabalhos figurativos de tendências as mais diversas. Dadas a importância do Prêmio – um dos mais disputados à época – e a heterogeneidade do conjunto, faz-se necessário repensar as narrativas canônicas relativas à produção artística no Brasil entre o final da década de 1950 e início dos anos 1960. A julgar pelos Prêmios Leirner, a abstração lírica se desdobrava em múltiplas facetas, os artistas figurativos continuavam sendo reconhecidos, enquanto o concretismo e o neoconcretismo estavam longe de figurar na ordem do dia.
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