A inclusÃo de alunos com deficiÃncia visual na Universidade Federal do CearÃ: ingresso e permÃnencia sob a Ãticas destes alunos e administradores

Doctoral thesis Portuguese OPEN
Ana Cristina Silva Soares (2011)
  • Publisher: Universidade Federal do CearÃ
  • Subject: EDUCACAO ESPECIAL | EducaÃÃo Inclusiva | Ensino Superior | DeficiÃncia Visual | Inclusive Education | Higher Education | Visual Impairment | EducaÃÃo inclusiva - Fortaleza(CE) | Deficientes visuais - EducaÃÃo(Superior) - Fortaleza(CE) | Estudantes universitÃrios com deficiÃncia - Fortaleza(CE) - Atitudes | Universidade Federal do CearÃ

A educaÃÃo de alunos com deficiÃncia visual organiza-se com base nas diferenÃas, singularidades e na maximizaÃÃo das suas potencialidades. A inclusÃo destes alunos no ensino superior à um direito e estudos tÃm demonstrado como as universidades precisam se organizar para lhes oferecer condiÃÃes acessÃveis, tanto no ingresso quanto na formaÃÃo. A presente pesquisa investiga o fenÃmeno da inclusÃo de alunos com deficiÃncia visual como se apresenta na Universidade Federal do Cearà (UFC), considerando a Ãtica dos prÃprios alunos, docentes e administradores. A pesquisa de campo, realizada de 2007 a 2009, à de cunho etnogrÃfico. Entrevistamos trÃs alunos cegos e um com baixa visÃo, cursando Psicologia, Pedagogia, FarmÃcia, Letras-Espanhol; oito docentes; e quatro coordenadores de curso, entre outros sujeitos. TambÃm fizemos observaÃÃes no Ãmbito de nove disciplinas e levantamento de diversos documentos da UFC. Os dados revelaram que as necessidades educacionais destes alunos sÃo distintas e associadas Ãs suas histÃrias de deficiÃncia visual e de vida escolar. Entre os trÃs alunos cegos, cada um utiliza alguns dos seguintes recursos especializados: sistema Braille, orientaÃÃo e mobilidade e tecnologias digitais como o sistema Dosvox e leitores de tela Jaws e NVDA. A UFC dispÃe e tem ampliado o uso de alguns recursos, como o Dosvox, mas carece ainda de outros, como mÃquina Perkins e impressora Braille. Precisa tambÃm adotar o procedimento de avaliaÃÃo funcional para alunos com baixa visÃo, valorizando suas potencialidades, por exemplo, para o uso de recursos como o microscÃpio, significativo no Ãmbito de cursos como o de FarmÃcia. A histÃria da inclusÃo na UFC à marcada inicialmente por aÃÃes pontuais e sem articulaÃÃo entre si, modificando-se a partir de 2005, com a realizaÃÃo e continuidade do Projeto UFC Inclui. A criaÃÃo tanto de comissÃo para propor polÃticas de acessibilidade, quanto da Secretaria de Acessibilidade UFC Inclui, institucionaliza as aÃÃes inclusivas, fortalecendo-as, polÃtica e pragmaticamente. Na UFC, o fenÃmeno da inclusÃo apresenta-se, em maior grau, em alguns contextos e em menor grau, em outros. Quanto a salas de aula, cinco disciplinas foram consideradas inclusivas, duas, parcialmente inclusivas e duas, nÃo inclusivas, com base em vÃrios parÃmetros. Por exemplo, quanto ao acesso dos alunos cegos aos conteÃdos abordados, nÃo havia atenÃÃo diferenciada por parte dos professores. Os alunos cegos usavam estratÃgias diversas, como digitalizar os textos em casa ou na UFC, atravÃs de serviÃos oferecidos por Projetos, que geravam reclamaÃÃes. Administrativamente, as coordenaÃÃes de curso e demais setores demonstraram nÃo ter clareza sobre a adoÃÃo de medidas inclusivas. Ainda que tenha havido pouco reflexo das aÃÃes inclusivas da UFC na trajetÃria acadÃmica dos alunos com deficiÃncia visual, a organizaÃÃo atual desta instituiÃÃo quanto a polÃticas e aÃÃes inclusivas permite prever uma mudanÃa significativa em futuro prÃximo. The education of students with visual impairments is organized based on the differences, singularities and maximizing their potential. The inclusion of these students in higher education is a right and studies have shown how universities need to organize to offer them reasonable conditions, both the entry and training. This research investigates the phenomenon of inclusion of students with visual impairments as presented at the Federal University of Cearà (UFC), considering the perspective of the students themselves, teachers and administrators. The field research conducted from 2007 to 2009, is ethnographic. We interviewed three students with a blind and low vision, studying Psychology, Education, Pharmacy, Languages-Spanish, eight teachers and four course coordinators, among other subjects. We also made observations in nine disciplines and lifting of various documents from the UFC. The data revealed that the educational needs of these students are different and the stories associated with their visual impairment and school life. Among the three blind students, each one uses some of the following specialized features: Braille, orientation and mobility and digital technologies and how the system Dosvox screen readers JAWS and NVDA. The UFC has and has expanded the use of certain features, such as Dosvox, but still needs to others, such as Perkins machine and Braille printer. It also needs to adopt the functional assessment procedure for students with low vision, enhancing their capabilities, for example, the use of resources such as the microscope, significant within courses such as Pharmacy. The history of inclusion in the UFC is marked initially by isolated and not linked to each other, changing from 2005, with the implementation and continuity of the Project includes UFC. The creation of both a commission to propose policies for accessibility, as the Secretary of Accessibility includes UFC, institutionalized actions inclusive, empowering them politically and pragmatically. In the UFC, the phenomenon of inclusion presents a greater degree, in some contexts and less in others. As for classrooms, five subjects were considered inclusive, two, two partially inclusive and not inclusive, based on various parameters. For example, the access of blind students the content covered, there was no special attention from teachers. The blind students used different strategies, how to scan texts at home or in the UFC, through services offered by projects that generated complaints. Administratively, the coordination of courses and other sectors showed no clarity on the adoption of inclusive. Although there was little reflection of inclusive actions in the UFC academic career of students with visual impairments, the current organization of this institution and inclusive policies and actions can predict a significant change in the near future.
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