Correlação entre a positividade do xenodiagnóstico artificial e a quantidade de sangue e triatomíneos utilizados no exame, em pacientes chagásicos crônicos

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Franco Yara Bandeira Azevedo ; Silva Ionizete Garcia da ; Rassi Anis ; Rocha Alessandra Carla Rodrigues Galvão ; Silva Heloisa Helena Garcia da ; Rassi Gustavo Gabriel (2002)
  • Publisher: Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT)
  • Journal: Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (issn: 0037-8682, eissn: 1678-9849)
  • Subject: RC955-962 | Doença de Chagas | Arctic medicine. Tropical medicine | Fase crônica | Xenodiagnóstico artificial

Estudou-se a correlação entre a positividade do xenodiagnóstico artificial e a quantidade utilizada de sangue e de triatomíneos, em 200 pacientes na fase crônica da doença de Chagas. Colheram-se 10 ou 40ml de sangue através de tubos a vácuo, heparinizados com 20,4UI, sendo realizado com 60 e 360 triatomíneos, respectivamente. Usou-se Dipetalogaster maximus, Triatoma infestans, Triatoma vitticeps e Rhodnius neglectus, nos estádios 1°, 3°, 3° e 4°, respectivamente. A coproscopia dos triatomíneos foi realizada aos 30 e 60 dias após a aplicação. A positividade do xenodiagnóstico com o primeiro e o segundo métodos foi de 19% e 44%, respectivamente, sendo altamente significativa a correlação entre a quantidade utilizada de sangue e triatomíneos e a positividade (p<0,01). A xenopositividade nas faixas etárias variou de 9,7 a 100%, sendo maior em jovens e adultos até 34 anos, e independente em relação ao sexo dos pacientes.