Soroprevalência e fatores de risco para sífilis em população carcerária de Goiás

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Andrade,Ana Lúcia Sampaio Sgambatti de ; Martelli,Celina Maria Turchi ; Sousa,Luiz Carlos Silva ; Sousa,Marta Antunes de ; Zicker,Fabio (1989)
  • Publisher: Instituto de Medicina Tropical
  • Journal: (issn: 1678-9946)
  • Related identifiers: doi: 10.1590/S0036-46651989000300007
  • Subject: RC955-962 | Soroprevalência | Rastreamento sorológico | Arctic medicine. Tropical medicine | Sífilis | Fatores de risco | Doenças sexualmente transmissíveis

Com o objetivo de dimensionar a prevalência da infecção pelo Treponema pallidum e determinar fatores de risco relacionados a soropositividade foram rastreados 299 presidiários no Centro Penitenciário de Atividades Industriais de Goiás (CEPAI-GO), 20 Km de Goiânia. O rastreamento sorológico foi realizado utilizando-se como critério de positividade, qualquer resultado sororeagente ao VDRL independentemente do título. Através de um questionário padronizado foram avaliados os seguintes fatores de risco: tempo de encarceramento, sinais e sintomas relativos às principais doenças sexualmente transmissíveis (DST), história de sífilis ou outras DST e práticas sexuais (homo/bissexualismo e número de parceiros). Foram calculados o valor preditivo positivo (VPP) e negativo (VPN) da história pregressa de sífilis obtida na anamnese. Uma soroprevalência global de 18,4% foi obtida, não havendo diferença entre as faixas etárias. O VPP do antecedente de sífilis foi de 26% significando que 74% dos indivíduos que referiram sífilis no passado não tiveram confirmação pelo VDRL. Entre os fatores de risco testados, a bissexualidade foi o único que apresentou associação estatisticamente significante com soropositividade (risco relativo 5,8 - LC 95% 1,2-16,0 p= 0,03). Foram discutidas as dificuldades metodológicas que poderiam ter influenciado nos resultados.