Intervenções urbanas, usos e ocupações de espaços na região central de Belo Horizonte

Article Portuguese OPEN
Jayme, Juliana Gonzaga; PUC Minas ; Trevisan, Eveline; PUC Minas (2012)
  • Publisher: Edipucrs - Editora Universitária da Pucrs
  • Related identifiers: doi: 10.15448/1984-7289.2012.2.11933
  • Subject: Belo Horizonte; downtown; gentrification; public space | Belo Horizonte; região central; gentrificação; espaço públicoBelo Horizonte; região central; gentrificação; espaço público

Despite its youth (founded 1897) Belo Horizonte has witnessed a “relative” process of emptying the historic center with the demolition of some buildings, the displacement of middle-class to other regions, the reduction of areas of public space for coexistence and the presence of the elite in this region. Like in several cities, this process has mobilized the public and the private sector in the development of urban regeneration projects in their centers. The purpose of this paper is to analyze how these projects are being implemented by the government, as well as how the region has been appropriated by these actors. Our hypothesis is that the processes of urban regeneration in Belo Horizonte are not a gentrification, which would mean interventions directed only to the market, to entertainment and cultural consumption. Apesar de jovem (inaugurada em 1897) Belo Horizonte passou por um relativo processo de esvaziamento de seu centro histórico com a demolição de alguns edifícios, o deslocamento das moradias de classe média para outras regiões, a diminuição de áreas de espaço público de convivência e da presença da elite nessa região. Como em diversas cidades, esse processo mobilizou agentes públicos e iniciativa privada na elaboração de projetos de requalificação urbana voltados para sua área central. A proposta deste trabalho é refletir sobre a forma como esses projetos vêm sendo implementados pelo poder público e a região requalificada vem sendo apropriada pelos diferentes atores. Nossa hipótese é de que os processos de requalificação urbana em Belo Horizonte não devem ser pensados como intervenções voltadas apenas para o mercado, o entretenimento e o consumo cultural, numa palavra, a gentrificação.