Associação da presença de DNA genômico de diferentes bactérias em sangue de recém-nascidos pré-termo e termo com ruptura prematura de membrana

Master thesis Portuguese OPEN
Appel, Kelly Lopes de Araújo (2015)
  • Subject: Recém-Nascidos | Infecção Hospitalar em Crianças | Nosocomial Infections in Children | Bacteria | Gravidez | Pregnancy | Reação em Cadeia da Polimerase | Âmnio | Bactérias | Newborn Infants | Polymerase Chain Reaction | Amnion

A associação de ruptura prematura de membranas (RPM) e infecção neonatal precoce tem sido alvo de vários estudos, pois os microrganismos responsáveis pela infecção neonatal relacionada com RPM são aqueles encontrados na microbiota vaginal normal e patogênica das gestantes. Assim, para avaliar a associação da RPM com a presença do DNA genômico de diferentes bactérias em recém-nascidos (RNs) pré-termo e a termo foi realizado um estudo observacional, transversal, com RNs provenientes de mães com diagnóstico de RPM. Amostras de sangue provenientes de 101 RNs foram analisadas pela técnica de reação em cadeia de polimerase (PCR) convencional para detecção do DNA genômico bacteriano e PCR em tempo real para DNA genômico das bactérias Streptococcus agalactiae, Escherichia coli, Listeria monocytogenes e Klebsiella pneumoniae. A associação e comparação do tempo de ruptura de membrana e presença de DNA genômico das bactérias foram analisadas pelo teste do Qui-quadrado, Mann-Whithney e Fisher. Os RNs selecionados para o estudo estavam em antibioticoterapia e apresentaram um ou mais sinais clínicos característicos de infecção neonatal. O tempo médio de ruptura de membrana nas gestações pré-termo foi de 72,87 ±101,85 horas e nas gestações a termo foi de 48,70 ±84,14 horas. Embora não tenha sido detectada estatisticamente associação entre o tempo de ruptura das membranas com a idade gestacional (pré-termo e a termo) e com a presença do DNA genômico das bactérias, sugere fator importante de sepse neonatal por RPM. Independentemente da idade gestacional, o DNA genômico bacteriano foi detectado em 93,1% das amostras, sendo que a bactéria Escherichia coli foi a mais prevalente (64,3%) seguida pela Listeria monocytogenes (46,5%), Streptococcus agalactiae (19,8%) e Klebsiella pneumoniae (2,0%). Estes resultados são relevantes do ponto de vista clínico, pois fornecem informações importantes acerca dos microrganismos patogênicos responsáveis pela sepse neonatal. ABSTRACT- A associação de ruptura prematura de membranas (RPM) e infecção neonatal precoce tem sido alvo de vários estudos, pois os microrganismos responsáveis pela infecção neonatal relacionada com RPM são aqueles encontrados na microbiota vaginal normal e patogênica das gestantes. Assim, para avaliar a associação da RPM com a presença do DNA genômico de diferentes bactérias em recém-nascidos (RNs) pré-termo e a termo foi realizado um estudo observacional, transversal, com RNs provenientes de mães com diagnóstico de RPM. Amostras de sangue provenientes de 101 RNs foram analisadas pela técnica de reação em cadeia de polimerase (PCR) convencional para detecção do DNA genômico bacteriano e PCR em tempo real para DNA genômico das bactérias Streptococcus agalactiae, Escherichia coli, Listeria monocytogenes e Klebsiella pneumoniae. A associação e comparação do tempo de ruptura de membrana e presença de DNA genômico das bactérias foram analisadas pelo teste do Qui-quadrado, Mann-Whithney e Fisher. Os RNs selecionados para o estudo estavam em antibioticoterapia e apresentaram um ou mais sinais clínicos característicos de infecção neonatal. O tempo médio de ruptura de membrana nas gestações pré-termo foi de 72,87 ±101,85 horas e nas gestações a termo foi de 48,70 ±84,14 horas. Embora não tenha sido detectada estatisticamente associação entre o tempo de ruptura das membranas com a idade gestacional (pré-termo e a termo) e com a presença do DNA genômico das bactérias, sugere fator importante de sepse neonatal por RPM. Independentemente da idade gestacional, o DNA genômico bacteriano foi detectado em 93,1% das amostras, sendo que a bactéria Escherichia coli foi a mais prevalente (64,3%) seguida pela Listeria monocytogenes (46,5%), Streptococcus agalactiae (19,8%) e Klebsiella pneumoniae (2,0%). Estes resultados são relevantes do ponto de vista clínico, pois fornecem informações importantes acerca dos microrganismos patogênicos responsáveis pela sepse neonatal.
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