A divulgação de coleções com recurso ao DIPITY: uma experiência nos Serviços de Biblioteca, Informação Documental e Museologia da UA

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Martins, Ana Bela Jesus ; Borges, Cristina Maria Cerqueira ; Justino, Ana Cristina Fernandes Cortês Santana (2012)
  • Publisher: Actas do Congresso Nacional de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas
  • Journal: Actas do Congresso Nacional de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas (issn: ad______)
  • Subject: Web 2.0; Biografias; Redes sociais; Comunicação; Divulgação científica

“A emergência de novos paradigmas na sociedade obriga a uma reflexão aprofundada sobre o seu significado social e cultural, a uma tarefa de reequacionamento sobre o conhecimento e a sua organização.” (Borges, 2002, p. 15). Desde sempre, o Homem teve a necessidade de organizar e representar a informação para que, quando necessitasse dela, pudesse facilmente aceder à mesma e recuperá-la. Com o crescimento extraordinário de informação (Burke, 2007) - nomeadamente a científica - ocorrido durante e após a Segunda Guerra Mundial, fruto da fundação de um grande número de institutos de pesquisa, programas de doutoramento, investimentos de fundos públicos e privados na investigação científica e a criação de bases de dados específicas, houve a necessidade de um maior investimento na investigação da área da organização e representação da informação, “uma das três áreas de investigação da Ciência de Informação” (Silva, 2006, p. 141). Destacam-se alguns trabalhos realizados por autores como Herner, Shera & Cleveland, Anthony Debons, Marcia Bates, Brian Vickery e F. W. Lancaster[1]. A Web 2.0, os seus utilizadores e a Net generation, trouxeram, por sua vez, uma nova filosofia participativa, cooperativa, com base na inteligência coletiva e de forma livre, com a internet como plataforma. O termo Web 2.0 tornou-se mais conhecido após a 1.ª conferência “O’Reilly Media Web2.0” em 2004 embora o seu significado e essência sejam ainda tema de controvérsia. Segundo autores como Frankelin e von Harmelen (Virkus, 2008, p. 263) a Web 2.0 é tecnologia, enquanto que para Guntram, a mesma trata-se da 2.ª geração de serviços e ferramentas Web. Contudo, para outros autores como Downes (2005), são plataformas comunitárias onde a revolução social impera à revolução tecnológica pois os serviços e as ferramentas que a Web 2.0 disponibiliza são de comunicação, colaboração, ligação, partilha e democratização de informação, fomentando o desenvolvimento de redes sociais onde a informação é vista, usada e reutilizada, numa constante dinâmica de intercâmbio. De acordo com Pierre Levy (1997), a informação social, impulsionada pela Web 2.0, passou a usar novos meios, formas de produção, receção e comunicação, num novo espaço, o ciberespaço. A rápida adesão do público a redes sociais, fomentada pelo uso das novas tecnologias, alterou o papel do utilizador que passa a ser eminentemente ativo. Para comunicar e interagir com um maior número de utilizadores as bibliotecas recorrem a plataformas Web 2.0. Os Serviços de Biblioteca, Informação Documental e Museologia da Universidade de Aveiro não fogem a esta regra e utilizam o Youtube, Blogue, Netvibes, Facebook, Twitter, Slideshare e ISSUU. Neste contexto o presente poster tem como objetivo apresentar o uso de ferramentas Web 2.0 na divulgação das coleções dos SBIDM[2]. A ferramenta selecionada permite divulgar através de timeline as biografias e outras informações relevantes dos doadores de importantes espólios e acervos pessoais que integram as coleções dos SBIDM e ainda os percursos literários de autores de obras publicadas pela UA Editora.O facto da plataforma Dipity disponibilizar a integração de georreferenciação e a inclusão de vários formatos multimédia na descrição temporal dos acontecimentos, possibilitar a inclusão de hiperligações a catálogos, objetos digitais e outras páginas Web assim como a partilhar a timeline nas redes sociais, contribuem para uma maior divulgação e promoção das coleções e da produção científica da UA.[1] De acordo com Hutchins (1978), apesar da sua pesquisa se ter iniciado na década de 60, foi o autor mais citado entre a década de 70 e inícios da década de 90 (Qin, 2008).[2] Serviços de Biblioteca, Informação Documental e Museologia
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