Orientações para a descrição arquivística: normalizar para partilhar e recuperar

Article Portuguese OPEN
Runa, Lucília (2007)
  • Publisher: Actas do Congresso Nacional de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas
  • Journal: Actas do Congresso Nacional de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas (issn: ad______)

A elaboração de Orientações para a descrição arquivística (ODA, como são conhecidas na gíria dos profissionais da área), constituiu uma das prioridades do IAN/TT, com o objectivo fundamental de dotar a comunidade arquivística portuguesa de um instrumento de trabalho conforme às normas de descrição internacionais.Tal preocupação surge no contexto da resposta das comunidades arquivísticas dos diferentes países à crescente necessidade de normalizar a descrição, para melhor promover a partilha e a recuperação da informação, a nível nacional e internacional, facilitada pelo crescente recurso às Tecnologias da Informação.Promovendo a elaboração de descrições consistentes, apropriadas e auto explicativas; permitindo a integração de descrições elaboradas por diferentes entidades detentoras num sistema unificado de informação; facultando o acesso à documentação através do respectivo contexto de produção, ou seja, através da descrição dos produtores; facilitando o acesso à informação pertinente, através da utilização de pontos de acesso normalizados, as ODA constituem uma das pedras de base para a construção de uma Rede Nacional de Arquivos.O esforço desenvolvido pelo IAN/TT para a sua divulgação, análise crítica, implementação e posterior recolha de informação para futuras revisões, visa tornar realidade a palavra de ordem assumida pelas ODA: “Orientações de todos para todos…”. Visa, igualmente, incentivar a discussão e o debate entre os arquivistas. Mas pretende, também, através da elaboração de um diagnóstico sistemático dos principais problemas relacionados com a descrição e com as áreas afins, definir áreas de intervenção prioritárias.Neste sentido, as ODA assumem-se claramente como um ponto de partida, e para além do balanço do trabalho de elaboração, divulgação e implementação, urge considerar as perspectivas e as expectativas de trabalho futuras. É, pois, neste conjunto de questões, que se centrará a presente comunicação.
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